Viagem às Berlengas: quando ir e como reservar os bilhetes para uma experiência perfeita

Março 30, 2026

Uma viagem às Berlengas tem aquele efeito raro de parecer sempre uma boa ideia. Basta uma fotografia ou a recomendação de um amigo e a vontade aparece logo. A dúvida que se segue é quase sempre a mesma. Quando ir? O mar vai estar calmo? Os bilhetes Berlengas esgotam? Vale mais a pena ir no verão ou há alturas melhores no ano?

A altura escolhida para visitar a ilha tem um impacto direto na qualidade da experiência. Entre um dia tranquilo, com tempo para explorar a paisagem, e uma visita apressada, com muita gente e menos conforto, está apenas a diferença de algumas semanas no calendário e de uma boa decisão na hora de reservar.

Este guia ajuda a perceber quando se pode visitar as Berlengas, o que esperar em cada época e como planear o passeio para garantir os bilhetes certos.

A época mais favorável para visitar as Berlengas situa-se entre abril e outubro. É neste período que existem travessias regulares a partir de Peniche e condições mais estáveis para chegar à ilha em segurança.

As Berlengas são um pequeno arquipélago ao largo da costa de Peniche, classificado como Reserva Natural desde 1981. Por estarem dentro de uma área protegida, o acesso é controlado e existe um limite diário de visitantes. Para entrar é preciso o Berlenga Pass, uma autorização individual obrigatória que regula a lotação da ilha. Descubra aqui o que é o Berlengas Pass e como o reservar.

A autorização para a travessia depende sempre do estado do mar e das condições meteorológicas, que podem cancelar barcos mesmo em pleno verão. Por isso, quem planeia com antecedência e acompanha a previsão tem muito mais probabilidade de garantir o passeio.

A resposta depende do tipo de viagem que cada pessoa procura. Existem três janelas claras dentro da época, e cada uma oferece uma experiência diferente.

A primavera é uma boa altura para uma viagem às Berlengas?

Para muitos visitantes, é a melhor fase do ano. Entre abril e junho, as temperaturas são agradáveis, a ilha ainda não está cheia e há mais espaço nos trilhos e nos pontos mais conhecidos. Isso significa mais silêncio, fotografias sem multidões e uma ligação direta à natureza. É uma escolha equilibrada para comprar bilhetes para as Berlengas, especialmente para quem quer conforto sem a pressão típica do pico do verão.

Vale a pena fazer um passeio às Berlengas no verão?

Vale, com expectativas ajustadas. Julho e agosto trazem mar mais estável e dias mais longos, o que aumenta o tempo disponível para explorar a ilha e visitar as grutas.

Em contrapartida, são também os meses com maior procura. Há mais pessoas, os bilhetes Berlengas esgotam mais cedo e a margem para improvisar é pequena. Reservar com antecedência deixa de ser uma recomendação e passa a ser praticamente obrigatório.

É a melhor opção para quem valoriza previsibilidade, mesmo que isso implique partilhar a experiência com mais visitantes.

Setembro e outubro são uma boa altura para ir às Berlengas?

Muitas vezes, sim. O início do outono combina mar ainda relativamente estável, água a temperaturas agradáveis e uma afluência bastante mais baixa do que no auge do verão. Isto resulta numa visita mais tranquila, com menos filas no barco e mais tempo nos pontos de interesse.

Para quem pode escolher, esta é frequentemente a altura mais inteligente para fazer um passeio às Berlengas.

É possível visitar as Berlengas no inverno?

Na maioria dos casos, não. Entre novembro e março, o mar fica muito agitado e as travessias deixam de ser regulares. A probabilidade de cancelamentos é alta, por isso não é uma época recomendada para planear uma viagem às Berlengas.

Perceber as diferenças entre épocas ajuda, mas a decisão fica clara quando se liga essa informação ao objetivo do passeio.

Quem procura mar mais calmo costuma beneficiar dos meses de verão. Quem quer evitar multidões encontra melhores condições na primavera ou no início do outono. Já quem procura um equilíbrio entre conforto e tranquilidade tende a escolher maio, junho ou setembro.
O erro mais comum é assumir que o verão é automaticamente a melhor altura. Na realidade, a melhor época para visitar as Berlengas é aquela que melhor se adapta ao tipo de experiência que cada pessoa quer ter.

Há detalhes que fazem toda a diferença e que nem sempre são óbvios à primeira vista.

O estado do mar é, sem dúvida, o fator mais importante. Um dia com mar agitado pode tornar a travessia desconfortável e limitar o aproveitamento da visita. A duração da viagem também conta. Embarcações mais rápidas reduzem o tempo passado em mar aberto e tornam o percurso mais confortável, especialmente quando as condições não são perfeitas.

Depois há a questão da lotação. Durante o verão, a ilha perde parte da sensação de exclusividade. Fora dessa época, o ambiente muda por completo e a experiência torna-se mais envolvente.

A viagem começa sempre em Peniche. É a partir daqui que partem os barcos para as Berlengas e é também o ponto de referência para quem está a organizar a visita.

Em termos de bilhetes para as Berlengas, a recomendação é simples: reservar com antecedência o Berlenga Pass. Também vale a pena perceber que nem todas as experiências são iguais. Há opções que incluem apenas o transporte e outras que vão mais longe, integrando visitas às grutas, percursos em zonas inacessíveis a pé e experiências em barcos com fundo de vidro.

Quando se escolhe uma solução mais completa, a diferença sente-se no final do dia. Não se trata apenas de chegar à ilha, mas de conhecer aquilo que a maioria das pessoas nunca chega a ver.

Apesar de não ser uma ilha grande, há bastante para explorar numa visita de um dia.

Os trilhos pedestres oferecem vistas abertas sobre o Atlântico e cruzam-se com colónias de aves marinhas, em particular gaivotas e cagarras, uma das espécies mais emblemáticas do arquipélago. O Forte de São João Baptista, construído no século XVII para defender a costa de ataques piratas, é o ponto mais fotografado e está acessível a partir do cais por uma escadaria de pedra. As águas cristalinas, com visibilidade que ultrapassa muitas vezes os 10 metros, convidam a um mergulho rápido ou a uma pausa mais demorada nas pequenas praias da ilha.

A visita às grutas costuma ser o momento mais marcante do passeio. Permite ver a ilha de uma perspetiva diferente e aceder a zonas que não são visíveis a partir de terra, como a Furada Grande e a Cova do Sonho.

Sim, é possível dormir na ilha, mas com limitações claras. Existem dois tipos de alojamento: quartos no antigo Forte de São João Baptista, hoje transformado numa pousada simples, e uma pequena zona de campismo junto à praia do Carreiro do Mosteiro. Ambos exigem reserva com bastante antecedência, em alguns casos com meses de avanço durante a época alta.

Para a maioria dos visitantes, no entanto, uma viagem de um dia é mais do que suficiente. Permite conhecer os principais pontos, fazer o passeio às grutas e regressar a Peniche ainda com luz, sem a logística adicional de levar comida e bagagem para a ilha.

Escolher a altura certa para visitar as Berlengas acaba por ser menos sobre datas e mais sobre expectativas. Há quem valorize um dia previsível, há quem prefira menos pessoas e há quem procure simplesmente aproveitar cada momento ao máximo.

Se o objetivo é o mar mais calmo e os dias mais longos, escolha julho ou agosto. Se quer fugir às multidões mantendo bom tempo, aposte em maio, junho ou setembro. Se prefere a ilha quase só para si, com luz suave e ambiente mais autêntico, vá no início de abril ou em outubro.

A pergunta certa não é apenas quando se pode visitar as Berlengas, mas quando faz mais sentido visitá-las para o tipo de viagem que quer ter. Reserve já o seu passeio às Berlengas com a Berlenga Tours e garanta os bilhetes para o dia certo.

O que não pode faltar na sua visita às Berlengas

Faça o download da checklist